Meat the Truth - Uma verdade mais que inconveniente

 Como seria sua vida sem carne? Tudo a sua volta ruiria? Você deixaria de ser você mesmo? Sua essência estaria corrompida?
NÃO, mas o natureza agradeceria imensamente esse seu feito.

 Para esclarecer, não sou vegetaria e nem pretendo deixar de comer carne por completo, mas acredito que é possível ser uma pessoa controlada e não comer 30 quilos de carne por mês.
 No documentário Meat the truth - Uma verdade mais que inconveniente - brasileiro adora um subtítulo - somos apresentado a uma nova argumentação sobre o efeito estufa. Essa argumentação é embasada pela holandesa Marianne Thiema uma ativista vegetariana que consegue provar o quanto, nós - comedores de carne compulsivos - somos responsáveis pela destruição do nosso planeta e ecossistema.
 Atualmente tudo funciona assim: a sociedade acredita que o aquecimento global tem como vilão carros, caminhões, aviões, fábricas, desmatamento ambiental e poluição no geral. Essa sociedade não inclui apenas civis, mas também o poder público, que pouco faz para modificar a situação, isso graças a ganância e poder.
 Mas na real, nosso maior vilão, é à pecuária. Que por si só, movimenta diversos outros problemas no nosso ciclo da vida.
 É preciso pensar na pecuária como um todo, pois então vamos lá; não estamos falando daquela antiga fazendo do Sítio do pica-pau amarelo, com a querida vovó cozinhando junto a empregada negra, com três galinhas, 3 ovelhas, 3 vaquinhas, Rabicó, Sabugo de milho e etc.
 Atualmente, esse modelo de fazenda foi substituído pela indústria pecuária, que produz litros de leite para alimentação do país de origem mais exportação. Assim como carne, enlatados, embutidos e diversos outros produtos que podem ser aproveitados da carne e leite produzido pelo animal.
 Lembrando que criadouros de porcos e galinhas, também possuem a mesma referência, nunca se esquecendo que a quantidade de alimentos produzidos para alimentar, os milhares de animais mantidos em cativeiros, é superior ou praticamente o dobro para alimentar a população de um país inteiro.

 Pensando assim, vemos que não maltratamos apenas os animais, mas também o terra e o ar, pois precisamos de espaço para as plantações e desmatamos florestas para conseguir o feito. A partir do momento em que estamos produzindo em grande escala para alimentar humanos e animais, do qual, estimulamos o nascimento de novos animais e o crescimento desenfreado da população, ficamos vendidos em um ciclo sem fim de desmatamento e destruição, onde a morte de tudo fica mais que evidente.
 Escolhemos destruir a natureza orgânica, pela natureza animal e nossa satisfação pessoal. Pois a carne é um luxo, que acostumamos a possuir habitualmente.
 - Mas senhora, como as vacas podem ser tão más assim?
 Simples, as lindas e belas vacas arrotam, fazem cocô, sim exatamente, poluem o ar como, nós, seres humanos, poluímos os rios, com nossos dejetos pessoais.
 Os animais sem querer, depositam no ar um gás chamado metano, que é considerado um dos gases que auxiliam no desenvolvimento do efeito estufa, se não, mais potente até, que o gás emitido pelos carros, ônibus, caminhões e etc.
 Ao escolhermos comer carne todos os dias, escolhemos eliminar a vida de milhares de animais em extinção, isso tudo para alimentar animais que poluem nosso meio ambiente com seus gases. Que são desenvolvedores de doenças malignas para o ser humano e que acima de tudo, são maltratados e explorados como os negros um dia foram em nossa sociedade.
 Deixamos de escravizar os seres humanos e passamos a escravizar animais que não possuem defesa própria. Somos seres humanos cheios de defeitos, mas o pior de todos é aceitar que tudo isso está certo, que nada deve mudar e simplesmente continuar vivendo como se tudo estivesse bem - pois hoje eu tenho um bife para comer no almoço.

 Entenderam? É tudo uma questão de pensar amplamente.
 Nossas ações estão destruindo a natureza e tudo aquilo que nos ronda. Se toda a população dos EUA deixassem de consumir carne por apenas 01 único dia, 90 milhões de passagens de aviões de Los Angeles para Nova York ou Nova York para Los Angeles seria economizada, nosso ecossistema e biodiversidade agradeceriam, mas acima de tudo isso, os estadunidenses agradeceriam sua nova qualidade de vida.

-Ah, mas nós vivemos no Brasil!
Pois bem meu caro, já imaginou o quanto nossa Amazônia agradeceria? Somos o país que mais importa soja do mundo e todas as nossas plantações estão concentradas na Amazônia, junto a praticamente toda a nossa cadeia de animais exóticos em extinção, sem esquecer que parte das florestas que ainda mantém nossos pulmões respirando com um ar "praticamente" aceitável, pode ser  substituída por um ar "praticamente" correto e uma floresta habitada por espécies diferenciadas.



Resolvi depois de muito tempo escrever algo, pois, estava me sentindo como um animal engaiolado e Meat the truth fez com que eu me sentisse parte de algo grande, sinto que posso voltar a pensar amplamente e fazer da minha vida algo mais valioso que um pedaço de carne ou duas moedas no bolso.

Para aqueles que quiserem entender mais sobre o assunto ou que não tenham entendido nada do que tentei passar nesse post, vejam o documentário no youtube e me desculpem caso não tenha conseguido expressar tudo que o vídeo trás. Esse foi realmente um desabafo sobre a vida que estamos deixando passar, sem pensar em viver.
Até a próxima...beijo no coração!

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