Lampejo do fundo do mar – Namor: As profundezas


Um suspense em águas negras

 Com um misto de mitologia, loucuras e muito suspense “Namor: As profudenzas” surpreende, faz o leitor questionar-se sobre a existência de um lugar chamado Atlântida. Fazendo oscilar entre a loucura e sanidade. Para aqueles que não conhecem, Namor é um dos personagens pouco difundidos da Marvel, ele é um dos protetores da terra perdida, o guardião sagrado de Atlântida.
 Na HQ tudo acontece em torno da vida de um cientista (Stein) que muito cético tenta desmistificar o desaparecimento de um submarino (Platão) e sua tripulação (Capitão Marlowe e os empregados hostis). Todos aqueles que vivem nas profundezas acreditam que o ser supremo vigia Atlântida para que não seja invadida por pessoas ambiciosas. Sempre que um forasteiro tenta invadir seu território ele – Namor – aparece para destruir o indivíduo, aqueles que não acreditam ou zombam da terra perdida não são poupados.

 As profundezas não tem como foco apenas o mito, mas  também o perfil psicológico de cada personagem. A todo instante a forma de agir de cada um modifica-se, confundindo o leitor sobre o mito e dando espaço para a ciência. É como se ao adentrar nas profundezas, o cérebro humano sofresse influências capazes de levar a pessoa a um estado psicótico.
 O leitor se torna um investigador e com mil perguntas a serem respondidas e um prazo de 30 segundos, fica praticamente impossível resolver esse mistério. Basicamente, quase todas as perguntas ficam sem respostas, mas a HQ consegue manter o ritmo e deixar o leitor tão curioso e apreensivo que realmente conta como um entretenimento de qualidade e não apenas com imagens chocantes e bem desenvolvidas.
 Sem dúvida alguma, uma ótima HQ emprestada pelo Rômulo de Oliveira - pelo menos fez alguma coisa útil nessa vida, além de enganar nos desenhos.
Custo: R$22,90
Editora: Panini Brasil

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