Sobre o amor e livros.






"O amor não precisa estar necessariamente associado a uma sensação interior especial. Na verdade, é apenas o compromisso com o outro, a atenção para com o outro e a disposição de aprender com o outro. E então, em algum ponto do caminho, sem nos darmos conta de quando, descobrimos que "gostamos" daquela pessoa e que, se a perdermos, sentiremos muito a sua perda..."

(Sra. Grandin, do livro Uma Menina Estranha - Autobiografia de uma autista), por Temple Grandin e Margaret M. Scariano)





 É com grande satisfação que reproduzo essa frase, não apenas por falar de sentimentos ou por expressar o que muita gente não consegue definir, mas também por me mostrar o quanto o amor é capaz de mudar muita coisa na vida de qualquer ser humano.
 No livro "Uma menina estranha", é possível perceber o quanto o amor molda, transforma e estrutura uma pessoa e as relações afetivas a sua volta. Temple Grandin uma criança autista, tornou-se uma mulher batalhadora, sonhadora e cheia de vida. Provou a todos o quanto o amor deixa com que as pessoas façam parte do mundo ou o contrário, talvez seja o mundo que faça parte do amor.

 Por algum motivo esse livro é considerado por algumas pessoas como "auto ajuda", com sua carga de emoção, drama e aprendizado elevado para mim tornou-se apenas uma lição de vida.
 Logo de início, suspeitei de que o livro tornar-se-ia algo bem parecido com "o monge e o executivo" - o típico livro cheio de ensinamentos, motivação e coisas clichés - que todos amam, mas que é chato de ler. Parece ser algo irreal, impossível, uma ficção. Ao decorrer das linhas e páginas é possível perceber a veracidade dos fatos e claro, apaixonar-se por Temple Grandin.
 O jeito esquisito, as manias, a fala, confusões e a forma de pensar dessa autista surpreende, encanta e fascina.
 Terminei a leitura extremamente apaixonada, entendendo melhor que autismo não é uma doença incurável, mas sim doença normal como a gripe ou resfriado.
 Em primeiro lugar é preciso existir o respeito com pessoas  autistas. No geral basta saber cuidar e dedicar-se a melhora dessa pessoa e, com o tempo todas as situações são superadas.
 
 Temple Grandin me conquistou com seus 63 anos de idade, sem filhos e solteira, pois, ela descreve a relação afetiva como "chata". Em meio a todas essas coisas, Temple diz algo que marca e faz ela ser minha heroína: "se eu pudesse estalar os dedos e me tornar não-autistas eu não faria isso. O autismo é parte de quem eu sou." Um verdadeiro herói sempre conhece sua fraqueza e não nega.

 Favoritei o livro no site de relacionamentos literário "O livreiro" e, se eu fosse você, também favoritaria. O livro está à venda nas melhores livrarias :D - e eu não estou ganhando dinheiro nenhum em dizer isso, então não enche!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Meat the Truth - Uma verdade mais que inconveniente

Enquanto Seus Lábios Ainda Estão Vermelhos