Pesquisas científicas.

Uma das coisas que se deve levar em consideração, quando algum meio de comunicação, seja ele revista, jornal, site ou blog  divulga qualquer matéria que envolva o tema "descobertas da ciência", são os chamados, avanços limitados. Aqueles, cuja descoberta não é conclusiva, e sim, baseada em pequenos argumentos.
 Esse tipo de teoria possui as seguintes características; pequeno grupo de entrevistados, vastas ações que mexem com o psicológico do indivíduo e, em sua maioria quase nenhum tempo de pesquisa de campo.
 A matéria "Obesidade causa danos no cérebro", cujo nome da revista não irei citar, divulgou  em sua última edição do mês de maio de 2011, uma pesquisa do gênero.
 O conteúdo da matéria em si, é bem completo. Mas alguns pontos da pesquisa ainda são inconclusíveis.
 O estudo tem como intuito, descobrir os sintomas que à má alimentação pode causar ao ser humano.

Argumentos 

 O experimento contou com 63 pessoas, 44 delas estavam acima do seu peso ideal, o restante, 19 participantes, eram pessoas magras.
 O resultado foi simples, das 44 pessoas que estavam acima do peso, o nível de fibrinogênio - uma proteína responsável por inflamações - estava em um grau elevado, além de possuírem o cortex orbitofrontal menor do que a maioria dos participantes em seu peso ideal.
 O Cortex orbifrontal é o órgão do corpo responsável pela tomada de decisão de cada indivíduo, o dano que ele pode causar é a incapacidade de gerar escolhas.
 Segundo o pesquisador Antonio Convit responsável pela pesquisa: "Essa inflamação, ao afetar a integridade do córtex orbitrofrontal, pode reduzir o controle da pessoa sobre seus hábitos alimentares", causando assim um dano irreversível.
 Partindo deste princípio, qualquer ser humano que já esteve acima do peso perderia sua capacidade de controlar seus hábitos alimentares, gerando o vício de ser gordinho eternamente.

A dúvida

 Esse dano irreversível, mencionado na revista não pode ser comprovado, ainda. Isso graças ao tempo de pesquisa e a quantidade de participantes, 44 contra 19 ainda é um número pequeno, para que se considere essa teoria como verdade absoluta. É preciso que os anos passem, um grupo considerável de pessoas seja analisado e todos os indivíduos sejam avaliados continuamente durante todo esse período. Dizer que um grupo de 44 pessoas pode mudar toda uma visão do que os hábitos alimentares podem causar no cérebro de cada um - desconsiderando a formação e desenvolvimento de cada indivíduo - ainda é muito audacioso.
 Cada pessoa é unica em sua formação, o que ela se tornará no futuro não é possível prever enquanto existe desenvolvimento, ainda mais em uma pesquisa tão pequena e, em curto prazo de tempo.
 Só é possível dizer que antes de acreditar em qualquer pesquisa científica é preciso questionamento.
 Não duvide quando dizem "pode causar um dano", mas questione-se quando dizem que o dano pode ser “irreversível”.
 Assim como qualquer aspecto da vida, é possível mudar o curso das coisas. Porque não encontrar a cura? Para alguns cientistas é sempre mais fácil dizer à sociedade o que ela deve fazer para se prevenir, mas, sempre mais difícil dizer como curar esse problema.
 Pesquisar é preciso, duvidar e questionar é o que faz da pesquisa algo valioso.
 Se você pretende continuar acreditando em tudo que os cientistas dizem sem questionar, boa sorte. Saiba que o caminho da sabedoria está no questionamento. O medo do fim paralisa as pessoas, mas leis naturais da vida são simples, passado, presente e futuro. O resto são consequências inevitáveis.

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